sexta-feira, 6 de setembro de 2013

6,1%: Bancários não aceitam provocação da Fenaban. Mobilização e greve devem marcar próxima etapa da campanha

Nada de aumento real de salário. Nada de aumento real sobre os pisos. Nada de melhoria da PLR. Nada sobre emprego. Nada de avanços para a saúde dos trabalhadores. Nada de melhorar as condições de trabalho. Nada que aponte para o fim das metas abusivas e do assédio moral. Nada para melhorar a segurança bancária. E nada para promover a igualdade de oportunidades. A proposta apresentada na quinta-feira (05/09) pela Fenaban ao Comando Nacional dos Bancários é de apenas reajuste de 6,1% (reposição da inflação prevista) sobre os salários, os pisos, a PLR e demais verbas de caráter salarial.

Indagados pelos representantes dos bancários se essa era a última proposta, os negociadores da Fenaban responderam que "é a proposta final, pra fechar acordo", e que não há mais como avançar porque a categoria bancária já tem a melhor Convenção Coletiva do país.

O Comando Nacional rejeitou a proposta já na mesa de negociação e aprovou um calendário de luta que aponta para a realização de assembleias na próxima quinta-feira (12/09), em todo país para aprovar greve a partir do dia 19, se até lá os bancos não apresentarem uma nova proposta que contemple as expectativas da categoria.

Para o presidente do Sindbancários, Mauro Salles, essa proposta soa como “indecente”. “Só não é frustrante porque os bancários já conhecem a postura dos banqueiros que estão de costas para a sociedade e para os bancários. Estão cutucando os bancários com vara curta e a categoria vai dar a resposta. É hora de acelerar a construção da greve”, diz Mauro.  
 
Arnoni Hanke, representante da Fetrafi-RS no Comando Nacional dos Bancários, afirma que os banqueiros mais uma vez ignoram a categoria, que é a grande responsável pelo crescimento do setor. “Nossa resposta será com fortes mobilizações e greve até que nossas reivindicações sejam atendidas”, diz o dirigente.  
 
Veja o calendário de luta dos Bancários:

12 de setembro- Assembleias em todo o país para rejeitar a proposta e decretar greve por tempo indeterminado a partir do dia 19.

17- Todos a Brasília para pressionar os deputados federais durante a audiência pública sobre o PL 4330 no plenário da Câmara.

18- Assembleia organizativa para encaminhar a greve.

19- Deflagração da greve nacional dos bancários por tempo indeterminado.

(Fonte: Contraf/CUT e SindBancários com edição da Fetrafi-RS)

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